Recomeçar 27 de Abril de 2019

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
.

(Legião Urbana)

 

 

No encontro de hoje tivemos como facilitadora a psicóloga Darnise Barros, e contamos também com a presença do músico Luiz Carlos.

Os convidados foram chegando e demos início ao encontro por volta de 9:20.

Darnise relatou a morte de sua avó. Falou que passou por um processo bem difícil e que pensando nisso, tentando elaborar o que fazer no Recomeçar desse sábado, ela teve a ideia de comparar nossas vidas, nossas histórias com as estações do ano. Ela passou folhas A4 com desenhos das estações do anos para os participantes e pediu que eles pensassem o que elas representam e escolhessem uma que eles mais se identificassem naquele momento.

A psicóloga foi fazendo o link de cada estação (primavera, verão, outono e inverno) com fases que passamos em nossas vidas. No verão, mesmo as vezes o calor sendo enorme, é a estação em que mais fazemos atividades ao ar livre, praia, churrasco, etc. Ela considerou como um momento feliz. A primavera é romântica, flores por todos os lados, é a fase da vida onde temos mais amor. Outono é mais seco, vai chegando o frio, as flores da primavera vão ficando amareladas. È como se fosse uma fase mais pesada de nossas vidas, em que passamos por algo que nos entristece. E por fim, ela falou do inverno. Que mesmo no nordeste não esfriando tanto, há chuvas, o que nos impede de ir à praia. Ocasionando em ser uma fase em que ficamos mais em casa, mais introvertidos. Na vida, essa estação representa os momentos mais difíceis e dolorosos que passamos. E dentre tantos, a perda de um ente querido é um deles.

Ela foi abrindo para diálogo e foi estimulando as falas dos convidados. Uma moça relatou que perdeu seu pai a algumas semanas, e claro, sente falta dele. Mas por ser idoso, era algo que ela já vinha se preparando. Porém, seu sobrinho faleceu há 5 anos e ela não consegue superar. Não perdoa o ocorrido e sente muita mágoa, raiva, e permanece inconformada. Uma Sra. que foi pela primeira vez falou sobre sua mãe e o processo difícil que tem sido para ela. Outra moça relatou que cuidou dos pais por anos, primeiro a mãe se foi, e agora seu pai. Hoje ela se sente tranquila, pois sabe que fez tudo que podia por eles. E assim, um a um foi dividindo suas experiências e nesse processo é possível perceber a necessidade da fala, de ter sua dor compartilhada e valorizada.

Darnise distribuiu papéis com figuras de folhas e pediu que fossem escritas nas folhas os nomes das pessoas que eles perderam. De preferência em cada folha o nome de uma só pessoa. Em seguida ela uniu as folhas A4 das estações em um grande cartaz e solicitou que as folhinhas verdes fossem coladas na estação que eles acreditavam estar a relação de perda com cada uma daquelas pessoas que se foram. Um a uma foi se levantando e contribuindo com a atividade.

A psicóloga finalizou falando da importância de vivenciar suas dores para que o luto siga sem fluxo. Primeiro nos sentimos no inverno frio, muitas vezes temos que passar por ele sozinho. Depois podemos alcançar o outono e perceber que a vida vai tomando um rumo. Vem a primavera cheia de flores que vai fazendo nossos corações se encantar pela vida novamente. Por fim é possível sim retomar o verão. Claro que vez ou outra, mesmo no verão, parece ser inverno, é normal, é preciso lidar com nossos sentimentos e respeitar nossas emoções.

O encontro foi finalizando com o desejo de que possamos ser verão na vida de quem amamos.

 

 

 

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