Recomeçar de 27 de Julho de 2019

 

Deus te trouxe aqui
Para aliviar o seu sofrimento
É Ele o autor da Fé
Do princípio ao fim
Em todos os seus tormentos

(Padre Marcelo Rossi)

 

 

 

Nosso encontro de julho de 2019 teve como facilitadora a psicóloga Emanuella Santana, e esteve presente também o músico Luiz Carlos. Iniciamos as 9:20h.

 

A facilitadora, Psicóloga Emanuela e o músico Luiz Carlos, bem como a equipe de novos vendedores da Família Previda que estavam ali também para conhecer o projeto e Jonas nosso suporte, foram apresentados aos participantes.

 

Logo em seguida  Emanuela tomou a palavra, apresentou-se falando brevemente sobre sua experiência profissional e atuação na psicologia, e o tabu de falar sobre a morte e o luto. Leu um texto sobre a ostra e a pérola. As pérolas são a reação das ostras a um intruso em sua concha. “A pérola é o resultado de uma espécie de defesa de organismo do molusco a um invasor – organismo externo que pode ser desde um grão de areia até um parasita. Essa reação visa defender o manto, um tecido muito fino, com várias linhas musculares, presente em ostras e mariscos. Ele cobre todo o corpo do animal e protege seus órgãos, como coração e intestinos”.

 

E ela concluiu dizendo que uma ostra que não foi ferida, não produz pérola. E traz para nossa realidade tal afirmação. Falou sobre a dor e o sofrimento de perda, disse que quem entra no luto, quem passa pela via tortuosa que é o luto, nunca volta a ser quem era antes. Entramos de uma forma nesse processo, e saímos diferentes, muito mais fortes e preparados para vida, pois passamos por mudanças que não foram programadas. Ninguém está preparado para o luto, mas podemos escolher como passamos por esse processo.

 

A psicóloga falou sobre a não aceitação da perda e o vazio existencial. Como vou seguir adiante sem ele? Sem ela? Sem minha mãe? Sem meu pai? Sem meu filho? O afeto exige a necessidade da presença física.

 

Mas a vida segue e nos exige respostas, ações, movimento.

 

Emanuella cantou a música Trem Bala, de Ana Vilela, e retomou a fala sobre resiliência. Sobre os aspectos da vida e a nova roupagem que temos que dar ao nosso cotidiano após a perda de um ente querido. Emanuella falou sobre a vida que segue e nossas respostas diante dessa realidade. A vida espera por nós, espera que a gente aja, que acorde, que levante, que trabalhe. Falou sobre a importância da autoestima, do amor-próprio, e das nossas necessidades fisiológicas para viver com qualidade e saúde. Entre elas atividades físicas, que estimula hormônios da felicidade e leva embora tristeza e dor. É importante fazer o que gosta: viagem, cinema, ver um parente querido, encontra um antigo amigo, etc. Coisas importantes para a vida, para saúde mental.

 

Cantou a música Como Uma Onda, de Lulu Santos, e falou sobre nossos pensamentos automáticos e negativos. Que é preciso romper com as emoções pesadas. Esses pensamentos dissociativos influenciam comportamentos errados e nos encaminham para depressão. Para passar por isso, por esse processo de dor tem que ter algo que nos equilibre. E o que pode trazer equilíbrio é a fé. Seja qual for, no quê for, o importante é ter fé e acreditar que é possível carregar nossa cruz. Mas para carregar a cruz, nós muitas vezes precisamos de ajuda. De uma ajuda não visível, e ela vem da fé.

 

A fé precisa ser regada igual a plantinha que vamos levar para casa hoje, precisa ser adubada. Não é fácil passar por esse caminho. O luto é um grande desafio, uma cruz.

 

Cantou a música Noites Traiçoeiras, interpretada por Padre Marcelo Rossi.


Emanuella distribuiu uns cartões com frases diferentes para cada um, deixou em aberto para que cada pessoa falasse livremente sobre o que leu, suas dores, sua perda, e desabafasse. Uma cliente falou que dói muito perder quem se ama, mas sabe que não pode fracassar e tenta seguir. Os participantes foram relatando suas dores, ausências, perdas, inclusive sobre as lembranças, cheiros, sabores, etc.


Um outro cliente disse que a gente precisa fazer o melhor por quem a gente ama. Mas é o melhor que a gente pode. Esse meu melhor não é igual ao melhor do outro. Cada um vai até onde pode ir. Não cabe culpas diante da morte. Outro pessoa disse que é importante se preparar para a morte. Sempre vai doer. Mas é necessário se preparar de alguma forma para não entrar em desespero.


Emanuella agradeceu e finalizou por mais uma vez ter a oportunidade de compartilhar da experiência do que é o Recomeçar. Falou de suas dores diante da morte, deixando claro que todos ali tem em comum a perda de um ente querido.

 

O momento foi finalizado apenas agradecendo e reforçando que pela emoção que tomou conta de todos no encontro de hoje não era preciso falar muito. Mas que nessa manhã foi falado muito em Deus e no quanto anos fortalece, então que possamos semear esse amor que vem da fé nas nossas vidas, doando amor a plantinha que vamos levar para casa e aos nossos familiares e amigos que estão ao nosso lado.

 

Que a sementinha do Recomeço tenha sido plantada em todos os presentes!

 

 

 

 

 

 

 

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